Antes de virar tendência

A narrativa heterodoxa sempre foi palavra de ordem na criação da Todos Nós. Quem disse que emissora FM popular não combinava com HQ? Convicta de que isso dava samba, pagode e sertanejo, a agência levou o discurso à mídia. Há quem considere hoje esta superposição de linguagens uma tendência. Da nossa parte, mais do que de acordo. Não à toa a gente já fazia isso 20 anos atrás. A Nativa FM, super parceira, que o diga.

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Assinando com grafite

Ontem eu falei das ruas de Petrópolis. Hoje, apesar do dia chuvoso, o destino é bem carioca: o Campo de Santana, a Central do Brasil e a Tupi. Nesta página inteira que a Todos Nós veiculou há uma década no Meio & Mensagem, o anúncio flagra uma época do Rio: a roupa dos transeuntes, o modelo dos carros etc. A Tupi, de tão referência que já era, nós encimamos nas placas ao redor da Praça da República. A foto enquadrava, na faixa de rolamento, o busdoor, anunciando os 75 anos da emissora, e a antena da Tupi, à direita do Morro da Providência. O layout era rabiscado mesmo, com os números de audiência (e liderança!) se espalhando sobre a imagem. A agência assinou a arte num grafite numa viga lateral do prédio da Central. A produção era simples, mas entrosada: tinha o João no volante e o Careca no registro. Duplinha afinada.

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Tesouro disputado

Há até hoje quem me pergunte sobre essa campanha, que fez muita gente ficar rodando a cidade atrás de faixas de pedestres. Bem, funcionou! A ideia era mesmo valorizá-las e o resultado superou as expectativas. A inspiração veio de uma campanha realizada pelo Jornal do Brasil na década de 80, com fotos de sobrados cariocas. O público do JB se deliciou com a promoção, tentando identificar cada fachada da cidade, tendo por pistas apenas pequenos detalhes. Verdade que as faixas de pedestres de Petrópolis não têm como rivalizar com a elegante arquitetura art noveau carioca, mas a brincadeira pegou. Teve lançamento da campanha com pompa e circunstância, em pleno Palácio Rio Negro, com a presença do prefeito e do secretariado. A estratégia promocional foi audaciosa, com um divertido comercial de 30″ e ações pontuais nas bancas de jornal do município. Inesquecível! Não raro, amigos de fora comentam comigo como o povo petropolitano respeita as faixas de pedestre. Não sei, não, mas uma pontinha de contribuição nisso a “Tesouro na Pista” deve ter…

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Chega de treva

Tudo que o Rio de Janeiro e o Brasil estão precisando neste momento é de um horizonte tranquilo, para a volta à normalidade. Que a peça que veiculamos para o SESC carioca comemorando a revitalização do Porto do Rio seja um prenúncio da revitalização da cidade e do país. Mais que nunca é necessário um horizonte iluminado. Chega de treva.

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A mais bonita da História

Segunda-feira já é tradicionalmente o dia mundial do futebol. Tudo bem que com as regras de isolamento só agora o futebol brasileiro volta aos campos (no Rio é que não; já voltou, já acabou e ninguém viu). Nestes 22 anos, a Todos Nós teve a satisfação de publicar centenas de peças com o futebol por tema, incluindo algumas que destacavam as Copas do Mundo vencidas pelo Brasil (foram cinco, coisa que país nenhum tem). Entre elas, a Copa de 70, dizem os especialistas, foi a mais bonita. Eu, que não sou especialista, também digo. #TN22

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Bom tempo nos trilhos

Todo mundo esperando o mundo voltar ao normal para viajar novamente, né? Ainda mais hoje, uma sexta-feira, dia tradicional de botar o pé na estrada e sair por aí. Ou nos trilhos, como esta peça que a Todos Nós criou para a Libertá Viagens há um bom tempo atrás. Bem, diante do novo normal, bota “bom tempo” nisso. #TN22

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Em cada esquina

Em Petrópolis presente e passado são almas gêmeas. Os 22 anos comemorados agora pela Todos Nós, por exemplo, são uma mera fração temporal no turbilhão do tempo na cidade – onde palacetes sesquicentenários ressurgiram como hotéis de charme. Este é o caso do Solar do Império, para quem tivemos o prazer de criar anúncios tendo por pano de fundo a História de Petrópolis. Fácil, né? aqui a história está, literalmente, em cada esquina.

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Marcas indeléveis

Hoje, 22/7, é um bom dia pra iniciar a comemorações (virtuais, né) dos 22 anos da Todos Nós. Futuquei o baú das campanhas – um caminhão-baú – e fui tirando o que deu (como são umas 30.000 peças, escolher ia dar mais trabalho que criar kkkk). Nós fomos separando sem seguir nenhum compromisso cronológico ou hierárquico, mas torcendo para o apanhado homenagear o maior número possível de amigos que trabalharam conosco (dos dois lados do balcão!), nesses longos e felizes 22 anos. Cada um deles deixou sua marca. E a logo TN22 já é um convite para você vir festejar com a gente, nessa rua que é de todos nós. Que rua? já lhe conto…

 

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Dupla efeméride

Folheando algumas revistas antigas, encontrei alguns anúncios emblemáticos criados pela Todos Nós. Este, de página inteira, foi publicado em outubro de 2003, nas comemorações dos 50 anos da Petrobras – sintomaticamente, quando a construtora do nosso cliente, Queiroz Galvão, completava também meio século de atuação.

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Cliente companheiro

De quando uma peça publicitária permanece útil mesmo 15 anos depois: este marcador de livros, que fizemos para o Jornal do Commercio, ainda é meu companheiro de muitas leituras. O jornal, que até alguns anos atrás era um dos mais antigos periódicos ainda em circulação na América do Sul, não resistiu à chegada da realidade digital. Mas, aqui comigo, ainda vai resistir por muito tempo. Pode apostar.

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Não deixe de subir a rua

“Não deixe de subir a rua que faz tanta gente subir a serra”. Com esse slogan, a Todos Nós deu início à campanha “Terça na Rua”, que visava estimular os petropolitanos a comprarem na Rua Teresa. Já houve época em que isso não era comum – era justamente assim em 1998, quando a Todos Nós conquistou a conta daquela que seria a primeira de muitas da agência. Uma das primeiras peças criadas para a Rua Teresa foi o folheto distribuído nas ruas da cidade. Vinha em duas versões: a primeira, amarela, contava da promoção; a segunda, em azul, trazia a relação das mais de 100 lojas participantes. Uma boa pedida para os tempos de hoje, em que o comércio tanto precisa criatividade e consumidores.

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Peça de colecionador

Raramente peças publicitárias se tornam peças de colecionador. Mas é justamente este o caso de uma antiga peça criada pela Todos Nós e voltada para o público infanto-juvenil: o álbum de figurinhas com a história resumida (e ilustrada) de Petrópolis. Uma bela homenagem à rica história da cidade, onde a imigração alemã, comemorada ontem, trouxe uma contribuição fundamental. Boa pedida pra jogar bafo-bafo e aprender mais sobre a Cidade Imperial.

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Bem antes de nós

Há na floresta amazônica muitas árvores que estão aqui antes da chegada do homem branco. Majestades vegetais com mais de 500 anos de existência. Pouco depois de ter visto políticos baratos tratar com oportunismo um tema que nos é tão caro, folheei uma revista antiga em que publicamos um anúncio sobre o meio ambiente. É uma edição de 2012, onde a Todos Nós veiculou uma peça comemorativa dos 185 anos do Jornal do Commercio. Não à toa, o texto nos pede para ficarmos atentos ao meio ambiente. À autossustentabilidade. À soberania. São palavras fortes e atuais, que merecem dos governantes uma atitude compatível. Se nós não reverenciarmos a riqueza natural e a diversidade que já estava aqui antes de nós, não merecemos este lugar.

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O parto

Um bastidor do post de ontem – jamais revelado – foi a montanha russa em que se transformou o job “Taça Campeão Carioca 2010″. A encomenda do trabalho foi feita com uma antecedência relativamente decente. Era um prazo confortável até a data da decisão, em se falando de Brasil. Sete semanas. Agilidade operacional sempre foi padrão na agência e, por isso, não houve apreensão de parte a parte. Em uma semana leiautamos e aprovamos o projeto gráfico com o diretor artístico da emissora, Ricardo Henrique (hoje com uma produtora musical em Berlim). Fomos então à procura de bons fornecedores. Conseguimos uma empresa experiente no ramo, em São Paulo, que nos fez um preço bastante razoável. Negócio fechado, arte enviada. Combinamos que receberíamos um protótipo, antes de autorizar a fundição. Pela dificuldade e pela distância, entendemos que duas semanas era um bom prazo. Mas passou-se o tempo e o material não veio. Cobramos. Pediram mais alguns dias. Tínhamos ainda certo tempo. Concordamos. Na sexta-feira, dia 9, fecharia a quarta semana – e nada do trabalho. Como assim? Me destemperei ao telefone, o estresse já lá em cima. Já não queríamos o protótipo, já não havia tempo. Teriam que mandar o troféu definitivo, tínhamos somente três semanas pela frente, a final seria no primeiro fim de semana de maio. Mas no domingo, 11 de abril, o Botafogo, que já havia ganho o primeiro turno contra o Vasco e se classificara antecipadamente para a final, venceu o Fluminense por 2×1 e estava na decisão do segundo turno contra o Flamengo. Seria ótimo (para mim, alvinegro) se não fosse um agravante (para mim, dono da agência responsável pelo troféu): se o Botafogo ganhasse do Flamengo, em 18 de abril, babau. Acabaria o campeonato. E aí, cadê a taça? E, eu aqui, sem a taça, cadê a conta? Seria o único título botafoguense que eu lamentaria na vida… Ou seja, de três semanas meu deadline caiu para… uma semana! A empresa paulistana, em quem eu tinha confiado a confecção, irresponsavelmente pulou fora. Disse que não entregaria e se lixou. Eu não tinha tempo para desespero ou bate-boca. Fui pro telefone (há dez anos os sites não eram tão completos e nem todas as empresas tinham um) e saí fazendo contato feito um louco com uma dúzia de fornecedores. Eu não tinha verba para uma taxa de urgência. E, pior, não tinha tempo. Encontrei uma alma caridosa no Rio Grande do Sul que entendeu o meu drama e se prontificou a fazer a taça em três dias. Mas não ia dar para checar nada. Era mandar a arte e o pagamento antecipado, explicar bem explicadinho – e rezar. Era segunda-feira 12. Era para a taça ser despachada na quinta-feira 15, chegaria na sexta de manhã, dia 16. Na quinta-feira à tarde o fornecedor me mandou uma foto do troféu finalizado. Mal dava para ver. A imagem estava escura, tirada de cima e um pouco distante. Suspirei. A empresa disse que já estava entregando para a transportadora. Fiz figa. Passei toda a sexta-feira com os dedos cruzados. Não só pela chegada do troféu, como na expectativa pela qualidade da confecção e também pela fidelidade ao projeto. Sexta-feira à tarde e nada do caminhão chegar. A empresa do Sul conseguiu ligar para o motorista. Só iria chegar no sábado de manhã, dia 17 de abril. Algum problema na estrada. Tá bom. Por precaução, pedi que mudassem o endereço da entrega. Sábado de manhã a rotina na emissora é atípica. Assim, ao invés de entregarem na Rua do Livramento, pedi que deixassem na casa do principal locutor da casa, o (também botafoguense) Luís Penido, hoje na Globo. Desci a serra com meu filho, para pegar o troféu com o Penido, que, por sua vez, por exigência da federação, se antecipou e já entregou a taça diretamente na FERJ, ali mesmo no Maracanã. Cheguei no prédio da entidade em seguida. O diretor da federação gentilmente me atendeu e me levou até a sala onde o troféu já estava instalado. Lambi a cria, aliviado. Campeonato salvo. Conta salva. Eu mesmo salvo. Só quem não se salvou foi o Bruno, no dia seguinte. Mas aí o troféu já não me pertencia. Essa estória eu vou deixar pro Loco Abreu contar…

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